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Marrakech

Marrakech, a cidade mais turística do Marrocos

Bem-vindo (a) ao Marrocos, viagem feita de 25/05 a 02/06/2019. Esse post é específico da cidade de Marrakech que estive por 4 dias. Aqui no blog você pode conferir Rabat e Fez.

Marrakech é a cidade mais turística do Marrocos, essa foi a conclusão assim que cheguei. Assim, se você já visitou Casa Blanca, por favor, deixe nos comentários a sua experiência! Dessa forma, eu te convido a saber porquê essa cidade atrai tantos turistas 🙂

Informações gerais

Eu cheguei em Marrakech voando desde Fes com a companhia aérea Air Arabia e o valor foi de €30,00. Porém, o que me impressionou foi que, antes da decolagem, é transmitida uma oração de agradecimento e pedindo proteção de Alá.

Hospedagem em Marrakech

Eu me hospedei em dois lugares em Marrakech porque a primeira noite era realmente só para dormir, já que na manhã seguinte começava o tour do deserto. Desse modo, o Hotel Medina foi bem barato, €13,75 para um quarto e banheiro compartilhado, a localização era excelente. Portanto, esse lugar é excelente para quem quer economizar na hospedagem.

Depois do retorno do deserto, a hospedagem foi no Chambre Friends e assim como o anterior era um lugar para apenas dormir, mas esse tinha um terraço bem estilo marroquino para tomar café da manhã. Apesar de ser um poco mais longe da praça central, eu recomendo o segundo porque as pessoas da recepção são muito simpáticas. O preço desse eu não sei porque a minha amiga pagou com um bônus que ela tinha do Airbnb, então peço a gentileza para você conferir no site.

O que fazer em Marrakech?

Perder-se no souk

Os souks são os mercados marroquinos e o mais famoso de Marrakech é o localizado junto a praça Jemaa el-Fna. Aqui são vendidos tudo o que você imaginar, mas o predominante são os artigos de couro, tapetes e lenços. Apesar de ser tudo muito lindo, achei tudo muito caro comparado com Rabat e Fez! Então se você vai visitar outras cidades do Marrocos, não deixe pra fazer suas compras em Marrakech.

O meu objetivo andando pelo mercado era entender um pouco como aqueles comerciantes trabalhavam. Então a minha dica é ser um pouco antipática porque os vendedores realmente te incomodam para você comprar. Eu apenas queria observar, não comprar nada e isso é meio anormal em um mercado cheio de turistas.

Por fim, atenção com as motos e bicicletas (foto acima) que passam no meio de tudo. Tudo parece um pouco louco, mas super interessante.

Praça Jemaa el-Fna

A praça Jemma el-Fna é um dos cartões da cidade de Marrakech e onde tudo acontece. Assim, durante o dia há muitas barracas de frutas vendendo sucos, como você pode ver na foto abaixo e são muito bons.

Porém, há também as pessoas que ganham dinheiro a custa de animais, eu vi encantadores de cobras e macacos acorrentados e claro passei bem longe deles. Por fim, há as mulheres que fazem desenhos de henna que sempre tentam pegar mão, mas é só prestar atenção que dá tudo certo 🙂

À noite, a praça se transforma em um verdadeiro restaurante a céu aberto e é cheiro de comida por todos os lados misturados aos vendedores de lanternas marroquinas, um ambiante realmente muito interessante.

Por isso, uma noite escolhemos jantar na praça e começamos pelos caracóis, como você pode ver na foto abaixo. Na verdade só a minha amiga comeu porque eu não achei nada apetitoso e preferir provar outras coisas.

Depois fomos comer em umas das barracas no meio da praça e a comida é bem gostosa, porém um pouco cara porque estamos no ponto mais turístico da cidade. Assim, quando pedimos a conta o cara nos disse: “o valor é MAD 80,00 mais a gorjeta”, mas não pagamos nada a mais porque fomos muito mal atendidas e o cara nos insultou.

Dessa maneira, eu fiquei um pouco decepcionada porque as pessoas daquelas barracas são simpáticas até você sentar na messa e depois te tratam muito mal, por exemplo, o garçom arrancou o cardápio da nossa mão porque ele precisava usar.

Em suma, apesar de algumas decepções, eu faria tudo novamente se fosse minha primeira vez em Marrakech porque eu acho interessante encontrar essas “desglamourizações” pela viagem. No fim, não fiquei reclamando, já que a noite foi muito legal e finalizada com chá marroquino.

Palais de La Bahia

O Palais de la Bahia é um lugar incrível e os €7,00 da entrada vale cada centavo porque aqui você vai conhecer uma linda arquitetura ‘árabe-andaluz’ do fim do século XIX. Assim, a minha dica é visitar o palácio com calma, observando os jardins, pinturas, azulejos, fontes.

Infelizmente essas são as únicas fotos que tenho desse lugar porque fique viajando na maionese com tanta beleza local, mas é pra isso que viajamos, não é verdade?

A área total do Palácio de la Bahia é de 8 mil metros quadrados com 150 cômodos, mas apenas aproximadamente 30% é acessível aos turistas. Além disso, nenhum ambiente está exposto com móveis, mas são ricos em detalhes e história. Dessa maneira, eu recomendo essa linda visita a um dos principais monumentos do patrimônio cultural do país.

Jardin Majorelle

Por que Majorelle?

O Jardin Majorelle é o lugar mais turístico que visitei em Marrakech porque ficou famoso depois que o estilista francês Yves Saint Laurent teve uma residência no local. Mas, e o nome Majorelle? Resumidamente a história do jardim começou em 1917, quando o pintor francês Jacques Majorelle visitou a cidade a convite do general Marshal Lyautey e se apaixonou por ela.

Em 1923 Jacques retorna a Marrakech e compra uma área coberta de palmeiras e em 1931 constrói uma casa para residência e estúdio. Então ao redor dessa casa, o francês criou um jardim com plantas de ele trouxe de vários lugares do mundo. Entretanto, em 1947, o pintor estava passando por dificuldades financeiras e resolveu abrir o jardim à população. Infelizmente, após o seu falecimento em 1962, o local ficou abandonado.

Yves Saint Laurent

Assim, Yves Saint Laurent descobre o Jardim de Majorelle em uma visita a Marrakech e decide comprar-lo em 1980. Desde então, o estilista passou a viver no local com seu companheiro Pierre Bergé e eles o transformaram nesse espaço incrível que podemos visitar.

Em 2010, dois após a morte de Saint Laurent, o lugar foi novamente aberto ao público e o jardim ganhou um grande memorial com seu nome. Hoje o Jardim de Majorelle emprega  cerca de vinte jardineiros e recebe a visita de 600 000 turistas anualmente.

“Durante muitos anos, encontrei no jardim Majorelle uma fonte inesgotável de inspiração e sempre sonhei com suas cores únicas”.
Yves Saint Laurent

Por fim, o valor da entrada apenas para o jardim é de MAD 70,00, mas é possível visitar também o Museu Bèrbere que custa MAd 30,00.

Museu de Marrakech

O Museu de Marrakech era a antiga residência de um ministro da defesa, porém em meados de 1960 funcionou como um colégio feminino. Por fim, em 1997 uma fundação  o assumiu e fez as devidas reformas para abrir-lo como museu.

Os objetos do museu não impressionam o quando eu esperava, mas a construção do local em si é rica em detalhes. Dessa forma, na foto acima você vê o salão principal com seu estupendo lustre, dando acesso a várias salas onde estão exibidos cerâmicas, tapetes, objetos tradicionais do país (foto abaixo).

Por último, o que mais me impressionou foi visitar um hamman tradicional dentro dessa antiga residência porque me deu uma sensação possível de imaginar como eram as casas naquela época.

Curtumes

Se você, assim como eu, visitou o curtume em Fes, pule essa parada porque o outro é muito mais interessante. Além disso, esse lugar tinha lixo por todo o lado.

Para achá-lo foi meio complicado, um marroquino começou a nos levar, mesmo a gente insistindo que não íamos pagar porque estávamos seguindo o google maps. Enfim, quando chegamos ao ponto dessa foto, a minha amiga, que fala francês, estava dizendo ao marroquino que o de Fes era muito mais bonito e não íamos realmente visitar esse. No fim ele ficou bravo, mas fomos embora.

Souk des Teinturiers – O mercado de tinturaria

No mercado de tinturaria você pode ver a técnica marroquina para tingir os tecidos de uma maneira exclusivamente natural e tudo é muito colorido e bonito, mas…triste.


Como eu disse, achei a visita um pouco triste porque todo esse trabalho demanda um grande esforço físico. Além disso, como você vê na foto abaixo, o local é muito pequeno e com muita fumaça. Infelizmente eu não pude tirar fotos das pessoas porque eu não tinha um guia para fazer o tour do local, então tirei essa foto meio escondida.

Se você realmente deseja saber mais sobre esse processo tinturaria, é possível pagar um guia local. No entanto, eu escolhi fazer sozinha e li umas informações muito interessantes nesse site. Por fim, abaixo estão os pigamentos naturais retirados de rochas, conchas do mar, de algas, etc utilizadas pelos marroquinos.

Onde comer em Marrakech?

Chez Yassine

Esse não é apenas o melhor restaurante de Marrakech, mas sim o melhor da viagem. Comida típica feita por uma família, bom preço e a chefe era uma mulher muito simpática.

Ele fica na 70, Rue Fatima Zahra Rmila à côté de hammam El Bacha, porém é preciso fazer reserva pois o lugar é pequeno. Abaixo você pode conferir os pratos de Tajine que pedimos e o total para 3 pessoas foi de MAD 215,00, ou seja aproximadamente, €20,37.

Terrasse des épices

Como vocês já sabem, não se encontra bebida alcoólica no Marrocos, mas encontramos o Terrasse des épices. Um lugar lindo que vale a pena ir à noite.

Essa foi a cerveja mais cara que tomei nos últimos tempos, €6,00, mas valeu cada centavo pois era a última noite e a ideia era só brindar porque já havíamos jantado.

Se você tem alguma dúvida ou já visitou esse lugar, por favor deixe nos comentários. Marque #depira na suas fotos do Instagram para que eu possa vê-las 🙂

Eu vejo você na próxima aventura!
Natalia

 

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